08/02/2017

Para aumentar produtividade no campo, Estado terá plano de irrigação em várias regiões

Senador Moka discute irrigação com representantes dos governos federal e estadual Senador Moka discute irrigação com representantes dos governos federal e estadual Foto: Luís Carlos Campos Sales / ACS Moka

Mato Grosso do Sul vai fazer parte do Plano Nacional de Irrigação, informa o senador Waldemir Moka (PMDB). O projeto deverá ficar pronto dentro de 60 dias. O objetivo é aumentar a produtividade no campo e reduzir a dependência dos efeitos climáticos ao incentivar a ampliação da área irrigada no Estado.

Para discutir a criação do Plano Diretor de Agricultura Irrigada em Mato Grosso do Sul, o senador Moka recebeu em seu gabinete nesta quarta-feira (8), em Brasília, grupo de especialistas em irrigação e representantes dos governos federal e estadual.

Além de Moka, participaram da reunião o secretário Nacional de Irrigação do Ministério da Integração, Ricardo Santa Ritta, o presidente da Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco), Antonio Carlos Nantes, o secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, e o diretor-presidente da Fundação de Turismo do Estado, Nelson Cintra.

A decisão de investir em um plano de irrigação tinha sido acertada em audiência entre o senador Moka e o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho. O senador e o ministro reuniram-se no final de janeiro para discutir a possibilidade de Mato Grosso do Sul ser beneficiado pelo programa.

De acordo com Moka, os recursos para a elaboração do plano serão liberados pela Sudeco, segundo decisão de Barbalho. A ideia do ministro é desburocratizar o processo e acelerar o Plano. “Foi uma decisão acertada”, avalia o senador.

O Plano estabelecerá o mapa agroeconômico de Mato Grosso do Sul, identificando as regiões carentes no atendimento de água, as culturas a serem priorizadas e as necessidades em infraestrutura.

Segundo preveem os técnicos do Ministério da Agricultura, o Plano deverá estar concluído em no máximo 60 dias, permitindo que se abra a oportunidade de buscar recursos para sua execução. “Só com o plano é que chegaremos a essa fase”, explicou Moka.

A partir do plano, projetos públicos e privados de irrigação vão poder receber incentivos fiscais, entre eles, aqueles que são importantes para o desenvolvimento regional. Existe ainda a previsão de que o governo crie estímulos à contratação de seguro rural para produtores que pratiquem a agricultura irrigada.

Moka foi o relator do Plano Nacional de Irrigação quando era deputado federal. “Esse é um projeto de elevado interesse para o futuro da economia de nosso Estado. Vamos precisar de todos, senadores, deputados, governo estadual e governo federal para viabilizar o projeto”, disse.