23/03/2017

Moka defende ida de missão ao exterior para resgatar confiança na carne brasileira

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) defendeu ontem (quarta-feira), durante audiência no Senado com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a criação de missão oficial, formada por técnicos e especialistas, para dar explicações aos países importadores sobre o problema detectado com a carne brasileira.

De acordo com Moka, é preciso deixar claro aos parceiros do Brasil que os problemas investigados e anunciados pela Polícia Federal foram pontuais. “A operação foi divulgada de forma inadequada, pois colocou em dúvida toda a cadeia da carne”, reforçou.

O senador afirmou que o trabalho agora é resgatar a credibilidade do produto nos mercados externos.

“Gostaria que pudéssemos acompanhar isso internacionalmente para que a gente possa dar explicações e levar o testemunho, além dos ministros, de técnicos, peritos, e também com representação do Congresso brasileiro. Temos que estancar isso, mostrar que aconteceu, que as providências já foram tomadas e que queremos continuar vendendo para o mercado externo”, afirmou.

Moka lembrou aos senadores e aos ministros que está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) projeto de sua autoria que torna crime hediondo qualquer tipo de adulteração ou falsificação de alimentos. O texto (PLS 228/2013) tem como relator o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Para Maggi, é hora de recuperar a confiança do mercado internacional ao mostrar que o problema detectado na operação é “pontual e localizado”, relacionado ao “desvio de conduta de servidores” e não à qualidade do produto.

“Nós apoiamos a investigação da Polícia Federal desde que feita dentro dos critérios que deve ser feita, com técnicos que conheçam os regulamentos”, ressaltou.

O ministro disse também que não tem como defender quem cometeu irregularidades. Três frigoríficos foram interditados e outros 18 tiveram as exportações suspensas até que as fiscalizações sejam concluídas. Segundo ele, os países que receberam mercadorias dessas empresas já foram avisados. Também houve conversas com Argentina, Chile Uruguai.