19/04/2018

Governo chileno comemora aprovação pelo Senado de ponte em Porto Murtinho, diz Moka

Senador Moka e o ministro de Relações Exteriores do Chile, Roberto Ampuero Senador Moka e o ministro de Relações Exteriores do Chile, Roberto Ampuero Foto: Luís Carlos Campos Sales / ACS Moka

O ministro de Relações Exteriores do Chile, Roberto Ampuero, afirmou nesta quinta-feira (19) que o governo do seu país está entusiasmado com a rapidez com que o Brasil está dando ao projeto de implementação do corredor bioceânico. O ministro se reuniu com o senador Waldemir Moka (MDB), na Embaixada do Chile em Brasília.

De acordo com Moka, as conversas entre Brasil, Argentina, Chile e Paraguai estão acontecendo regularmente, o que ajudam a resolver pequenas pendências e acelerar o projeto. “Fui convidado pelo ministro do Chile para uma conversa. Ele queria conhecer os detalhes sobre a ligação do Brasil com o Paraguai em Porto Murtinho”, afirmou.

Na terça-feira, o Senado aprovou acordo entre Brasil e Paraguai que prevê a construção de ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho. A obra já dispõe de recursos orçamentários de R$ 56 milhões, propostos pela bancada federal, liderada por Moka.

Ampuero vai se reunir nesta sexta-feira com o ministro de Relações Exteriores da Argentina e, nos próximos dias, o presidente chileno, Sebastian Piñera, deve se encontrar com o presidente Michel Temer, do Brasil. “Está havendo entrosamento muito grande entre as autoridades desses países”, acrescentou Moka.

Ao senador, o ministro do Chile se disse empolgado com a possibilidade de a rota bioceânica servir não apenas de corredor para escoamento de vários produtos da região com destino à Ásia, mas também como intercâmbio cultural, social e turístico entre as nações.

“A empolgação faz sentido porque, num final de semana, famílias brasileiras poderão conhecer os Andes, e as chilenas, paraguaias e argentinas, conhecer o Pantanal e Bonito, por exemplo”, afirmou o parlamentar brasileiro.

Na conversa, também foi discutida dúvida em relação aos veículos de carga brasileiros. O ministro chileno afirmou que é falsa a informação de que os caminhões brasileiros não suportam temperaturas mais baixas.

Nos Andes, a temperatura varia muito de acordo com a altitude e o relevo. Em pontos mais altos, a temperatura é negativa, com formação de neve constantemente. “Não faz sentido porque o Chile importa caminhões do Brasil, por exemplo”, disse o ministro Ampuero.