Médico e professor, Moka sempre foi apaixonado pela política

Após ser vereador, deputado estadual e federal por três mandatos em cada cargo, Moka foi eleito senador por Mato Grosso do Sul em outubro de 2010. Foi a oitava eleição consecutiva em sua carreira, na qual obteve 544 mil votos.

Quando foi eleito vereador, Moka era um dos mais consagrados professores de cursinhos pré-vestibulares de Mato Grosso do Sul. Ele dividia seu tempo dando aulas de Química com plantões em hospitais públicos. "Dar aula era uma coisa que me fascinava. Ainda mais para alunos que tinham um sonho a realizar, como entrar na faculdade", relembra o agora senador.

Apaixonado por política, Moka nunca quis “colocar a carroça à frente dos bois”. Começou como vereador em Campo Grande em 1982. Três anos mais tarde virou deputado estadual constituinte e conseguiu se reeleger duas vezes. Em 1998 foi eleito pela primeira vez deputado federal. Vieram outras duas eleições para o mesmo cargo.

A paixão pela política começou quando Moka ainda estudava Medicina, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Tanto que, em 1976, elegeu-se presidente do Diretório Acadêmico da faculdade que cursava, num período em que a maioria dos universitários era politizada e, sobretudo, comprometida com a luta contra a ditadura militar. Em 1978 filiou-se ao então MDB, partido que se opunha aos militares no poder.

De lá para cá, nunca mudou de legenda por entender que a fidelidade partidária deva nortear a conduta de qualquer homem público. Recebeu diversos convites para mudar de lado. Mas, fiel às suas convicções políticas e aos seus ideais de estudante, manteve-se irredutível e confiante de que poderia fazer história dentro do PMDB.

Na agremiação, Moka conviveu com personalidades da política nacional, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas e, regionalmente, com Wilson Barbosa Martins e Ramez Tebet, por exemplo. “O PMDB tinha os melhores quadros da política brasileira e regional. Cada reunião com essas figuras históricas era uma aula de teoria política. E eu pensava: Aqui é meu lugar”, relembra.